COVID19 – 5 dicas para trabalhar em casa

COVID19 – 5 dicas para trabalhar em casa

A vida entrou num novo ciclo. 

Nenhum país, nenhum governante, nenhuma política e nenhuma pessoa teria o poder que reconhecemos a este visitante fantasma – o Covid 19. A pandemia entrou sorrateiramente nas nossas vidas e deixou toda a Humanidade em alerta.

E ficar em alerta significa, para a maior parte de nós… ficar em casa!

Mas enquanto que, para algumas famílias não é difícil encontrar formas de se reorganizar e de viver em casa (qual tribo que pode, finalmente, divertir-se e fazer o que gosta), a grande maioria tem um enorme desafio pela frente. As dificuldades práticas são concretas e são muitas. Trabalhar em casa é uma delas. 

Nos tempos que se avizinham, trabalhar em casa é a palavra de ordem!

Mas, para que esta solução resulte, há alguns comportamentos que é muito importante adotar.

 

Eis 5 dicas muito importantes para te ajudar a trabalhar em casa:

1- Cria o teu espaço de trabalho.

Cria um espaço ou um local, em tua casa, destinado apenas ao teu trabalho. Pode ser uma mesa que não usas habitualmente, uma secretária, um canto improvisado, uma divisão (se tiveres essa possibildade).

– “E a mesa da sala de jantar, pode ser?” – Poder pode… mas não é a melhor escolha. Principalmente se há várias pessoas em casa.

Lembra-te que esta é uma condição que vai durar algumas semanas, e o  cansaço, a intolerância e o desgaste começarão a fazer-se sentir. É importante que cada um, tente invadir o mínimo possível o  espaço dos outros e que os espaços de lazer e de convívio se mantenham livres para que os momentos de lazer e convívio continuem a acontecer normalmente.

2- Estabelece horários.

Talvez não seja boa ideia, principalmente se tens crianças ou adolescentes em casa, pretender trabalhar o mesmo número de horas que trabalharias se não estivesses em regime home office. Por isso, estabelece um horário não demasiado exigente pois, caso contrário vais andar sempre em stress. Não te esqueças que os miúdos precisam de sentir que estás bem e, além disso, os apoios – empresas de limpeza, empregadas domésticas, as santas avós – todos estes apoios estão off e isso acarreta uma carga extra para toda a família.

3- Faz exercício físico.

Com a insegurança e com a incerteza vem, muitas vezes, a vontade de comer mais. O facto de estar em família, também pode incentivar a fazer mais um bolinho, a estar mais tempo à mesa, a ficar mais tempo no sofá e, por isso, a tendência para engordar e para ficar mais sedentário é um risco real. Há muitas iniciativas (fantásticas) por parte de ginásios, personal trainers e amigos que estão a partilhar aulas e planos de treino nas redes sociais. Aproveita e mantém-te em forma. Talvez seja agora a oportunidade para deixares de dar a desculpa da falta de tempo para ir ao ginásio?

4- Desliga a televisão.

Define quais são os programas e os horários que te interessam e liga-a apenas nesses períodos. Se precisares de a manter ligada para distrair os mais novos – estamos num período de exceção, por isso excecionalmente eles também podem estar mais tempo a ver televisão – cede à tentação de estar a trabalhar virada para ela. O mais natural é que isso interfira com o teu ritmo de trabalho e, no final, vais sentir frustração. Além disso, pode haver uma certa tendência para te deixares agarrar pelo síndrome “última hora” e, com isso, ficares preso às notícias. E as horas a passar…

5- Gere as expectativas.

Não vale a pena, nesta fase, desejar que isto acabe depressa, querer tudo se resolva rapidamente e esperar que um “milagre” aconteça. Todos desejamos que isto passe depressa, mas esse não é o foco. Há-de passar quando tiver que passar. O nosso foco não deverá estar naquilo que desejamos mas sim naquilo que podemos fazer. .A pergunta poderosa, neste momento é: “O que posso fazer, de forma responsável, para minimizar os efeitos deste pandemia em mim e nos que me estão próximos? O que gosto de fazer e posso aproveitar, agora, para pôr em prática? Quando dirigimos o nosso foco para a auto-responsabilização e não para uma atitude de meros espectadores e expectantes, sentimos um maior poder e um maior controlo sobre a nossa vida. Ainda que ela esteja confinada à nossa casa!

E pensa…

Ainda bem que estamos presos nas nossas casas. Afinal de contas, a nossa casa é o nosso mundo e, nela, podemos ser livres. 

De uma certa forma, totalmente livres!

 

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