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A VIDA É BUÉ DE CENAS!...

Comunicação Não Violenta
24 Maio 2016

Comunicar é uma necessidade tão básica e primária, que nos esquecemos de pensar na comunicação como uma ferramenta essencial nas nossas vidas.

 

Seja nas relações profissionais, sociais ou familiares, a forma como comunicamos não só revela muito sobre nós, como nos permite entender o outro e fazermo-nos entender a nós próprios. Manifestar as nossas ideias, partilhar os nossos pensamentos ou expressar as nossas emoções são algumas das necessidades que satisfazemos com este "instrumento".

 

Mas por vezes somos traídos neste processo… 

 

No início dos anos 60, o psicólogo clínico Marshall Rosenberg desenvolveu uma metodologia que designou de Comunicação Não Violenta (CNV).  Segundo ele, a chave para a solução de muitos dos nossos problemas reside exatamente na forma como falamos e como ouvimos os outros.

Rosenberg serviu-se de uma interessante metáfora para ilustrar os dois tipos de linguagem:

  • - linguagem Girafa 
  • - linguagem Chacal
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A GIRAFA

A girafa tem o maior coração do reino animal.

Com um coração assim tão grande, a ideia é a de que as girafas ouvem com o coração. Ouvem sem julgar, sem avaliar, apenas observando; com empatia e com uma presença afectuosa. 

O seu longo pescoço representa a visão, a capacidade de ver claramente, a capacidade de se distanciar dos problemas para poder contribuir para a sua solução.

 

O CHACAL

O chacal representa uma energia mais frenética, mais rápida, mais cortante e até arrasante.

A linguagem chacal assume frequentemente a forma de julgamentos moralistas.

É uma comunicação focada em avaliar o que está certo ou errado, o que é bom ou o que é mau, o que está correto ou o que não está correto, o que está bem ou o que está mal.

Uma comunicação do tipo chacal conduz normalmente a formas de relacionamento mais desgastantes, mais divergentes e mais hostis.

 

Marshall Rosenberg é hoje uma referência fundamental quando falamos de comunicação. A sua metodologia é usada em contextos tão diversos como a educação nas escolas, a gestão e mediação de conflitos, a diplomacia internacional, técnicas de negociação, terapia, coaching, liderança ou gestão de equipas.

 

A comunicação não violenta não é só um modelo de comunicação eficaz e assertiva. É também uma forma de comunicação empática e aglutinadora.

 

É um modelo que nos permite comunicar com foco nos sentimentos: no que sentimos e no que sentem os outros.

Que permite uma comunicação mais objetiva, focada no presente e acompanhada de uma escuta ativa.

 

A Comunicação Não Violenta é uma forma de comunicar sem preocupações de julgar, interpretar ou avaliar.

É uma forma de comunicação mais humana e mais humanizante.

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O medo de falar em público

14 Janeiro 2015

Já alguma vez sentiste aquele formigueiro que, para algumas pessoas se torna quase ensurdecedor, de cada vez que têm de falar em público?

Ou talvez as pernas a tremer tanto, que ficaste com dúvidas se irias continuar de pé ou se, pelo contrário, irias literalmente aterrar?

 

E já alguma vez esse medo te impediu de realizar algo que desejavas muito?

Será um problema de timidez? De auto estima? Medo de falhar?

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Ficar à espera...

29 Dezembro 2014
Há um lugar no mundo onde muitas pessoas gostam de parar e onde gostam de permanecer… 
É um lugar onde nada de interessante acontece, mas onde as pessoas não se sentem responsáveis por coisa alguma. 
É um lugar onde acreditam que a responsabilidade pelo que lhes acontece é sempre dos outros.
 
Esse lugar chama-se Paragem.
 
Há pessoas que ficam na Paragem…
à espera que chegue o autocarro
à espera que que o avião parta
à espera que o telefone toque
à espera que alguém lhes diga como fazer
à espera que apareça um emprego
à espera que alguém faça alguma coisa
à espera , à espera, à espera…
 
E por ali ficam, esperando….
 
Se perguntarmos a essas pessoas porque não avançam, porque não fazem algo, porque não arriscam, elas arranjam sempre desculpas… É porque não podem, ou porque não querem, é porque estão cansadas ou porque têm medo, é porque não conseguem…. 
 
Enfim, elas acreditam que a  única coisa que conseguem fazer, é ficar à espera.
 
Assim, em vez de tomarem as rédeas da sua vida, de decidirem o que querem para si, de procurarem as soluções, de criarem as situações e de, definitivamente, assumirem o controlo da sua vida, estas pessoas preferem esperar que os outros falhem, esperar que os seus receios se concretizem e esperar, assim, que o inevitável aconteça.
 
E para estas pessoas o inevitável acontece mesmo, e vem acompanhado de um enorme vazio. 
O vazio de quem nada faz, para nunca falhar. 
O vazio de quem não ousa pedir, para não ter que ouvir um não. 
O vazio de quem fica à espera que a vida passe, para não ter que a viver verdadeiramente.
 
Porém…
A vida, não acontece na paragem.
Viver é fazer, é criar, é ousar, é falhar, é aprender. 
 
É ousarmos criar o nosso próprio destino e assumirmos inteira responsabilidade por ele.
 
Por isso...
Não fiquem à espera que o novo ano vos traga boas previsões!
Não fiquem à espera que a crise passe, que os miúdos cresçam, ou que a a oportunidade surja!
 
Criem o 2015 que vocês desejam, pois a única forma de prever o futuro é criando-o!
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A mediação de conflitos
21 Novembro 2014

(Artigo de Opinião publicado na revista Business Portugal, do jornal "I")

 

Mediação de Conflitos - um novo paradigma!

 

Há algum tempo atrás, bastava uma simples constipação para levar as pessoas às urgências dos hospitais. Assim estava organizado o sistema de Saúde. Mas o sistema começou a falhar e as coisas tiveram que mudar.

 

O mesmo se passa hoje na Justiça. E o sistema também está a mudar.

 

Por força da minha atividade profissional estive, ao longo dos últimos anos, envolvida na enorme máquina judicial onde credores, devedores, mandatários, testemunhas, partes, advogados e muitos outros atores se movem em permanente conflito e pude sentir, dia após dia, a desumanização cada vez maior deste sistema. Pude constatar quão dolorosos e pesados podem tornar-se alguns processos. O custo que têm para as pessoas, para as suas vidas e para as suas famílias. Além do custo financeiro há todo um desgaste emocional  que, muitas vezes, lhes tira o seu bem mais precioso: a saúde! 

 

Acredito que, com outros meios, a Justiça poderá efetivamente garantir um serviço mais célere, mais justo, eficaz e eficiente. Numa situação ideal, aos Tribunais apenas deverão ficar reservadas as situações que realmente carecem da sua superior intervenção ou seja,  quando as partes, ou o próprio conflito, não sejam suscetíveis de mediação. 

 

E o sistema está finalmente a mudar. A entrada em vigor da Lei 29/2013, de 19 de abril, que veio regular a atividade de Mediação de Conflitos trouxe, realmente, uma mudança de paradigma. Com esta Lei, o legislador conferiu a este meio de resolução alternatíva de litígios, a dignidade que lhe compete, regulando o exercício da atividade de Mediador de Conflitos e atribuindo eficácia executiva ao acordo obtido por via de Mediação. O artº 13º desta Lei prevê ainda a possibilidade de suspensão de prazos com o recurso à Mediação, o que é muito importante. Aliás, é de salientar que, apesar de não ser obrigatória a intervenção de advogado na Mediação, este pode acompanhar e aconselhar as partes o que, por vezes, é até desejável.

 

A Mediação de Conflitos é, assim, o meio mais adequado para situações em que,  apesar de haver conflito, há que preservar canais de comunicação ou compromissos que garantam a manutenção de relações futuras, necessárias ou desejáveis. É o caso de filhos em comum, laços familiares, relações de vizinhaça, comerciais, laborais ou cíveis, por exemplo. Por isso, as partes podem recorrer à Mediação acompanhadas dos seus advogados o que, não sendo obrigatório é, em muitos casos, bastante aconselhável.

 

No norte, a Mediação de Conflitos está organizada, e qualquer pessoa, empresa ou instituição pode contactar o Centro de Mediação do Porto, para solicitar serviços de Mediação ou obter informações. 

 

Com a Mediação de Conflitos a funcionar em pleno poderemos ter um sistema de Justiça mais justo, mais equilibrado e, acima de tudo, mais próximo das pessoas.

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