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Blog

Ficar à espera...

29 Dezembro 2014
Há um lugar no mundo onde muitas pessoas gostam de parar e onde gostam de permanecer… 
É um lugar onde nada de interessante acontece, mas onde as pessoas não se sentem responsáveis por coisa alguma. 
É um lugar onde acreditam que a responsabilidade pelo que lhes acontece é sempre dos outros.
 
Esse lugar chama-se Paragem.
 
Há pessoas que ficam na Paragem…
à espera que chegue o autocarro
à espera que que o avião parta
à espera que o telefone toque
à espera que alguém lhes diga como fazer
à espera que apareça um emprego
à espera que alguém faça alguma coisa
à espera , à espera, à espera…
 
E por ali ficam, esperando….
 
Se perguntarmos a essas pessoas porque não avançam, porque não fazem algo, porque não arriscam, elas arranjam sempre desculpas… É porque não podem, ou porque não querem, é porque estão cansadas ou porque têm medo, é porque não conseguem…. 
 
Enfim, elas acreditam que a  única coisa que conseguem fazer, é ficar à espera.
 
Assim, em vez de tomarem as rédeas da sua vida, de decidirem o que querem para si, de procurarem as soluções, de criarem as situações e de, definitivamente, assumirem o controlo da sua vida, estas pessoas preferem esperar que os outros falhem, esperar que os seus receios se concretizem e esperar, assim, que o inevitável aconteça.
 
E para estas pessoas o inevitável acontece mesmo, e vem acompanhado de um enorme vazio. 
O vazio de quem nada faz, para nunca falhar. 
O vazio de quem não ousa pedir, para não ter que ouvir um não. 
O vazio de quem fica à espera que a vida passe, para não ter que a viver verdadeiramente.
 
Porém…
A vida, não acontece na paragem.
Viver é fazer, é criar, é ousar, é falhar, é aprender. 
 
É ousarmos criar o nosso próprio destino e assumirmos inteira responsabilidade por ele.
 
Por isso...
Não fiquem à espera que o novo ano vos traga boas previsões!
Não fiquem à espera que a crise passe, que os miúdos cresçam, ou que a a oportunidade surja!
 
Criem o 2015 que vocês desejam, pois a única forma de prever o futuro é criando-o!
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A mediação de conflitos
21 Novembro 2014

(Artigo de Opinião publicado na revista Business Portugal, do jornal "I")

 

Mediação de Conflitos - um novo paradigma!

 

Há algum tempo atrás, bastava uma simples constipação para levar as pessoas às urgências dos hospitais. Assim estava organizado o sistema de Saúde. Mas o sistema começou a falhar e as coisas tiveram que mudar.

 

O mesmo se passa hoje na Justiça. E o sistema também está a mudar.

 

Por força da minha atividade profissional estive, ao longo dos últimos anos, envolvida na enorme máquina judicial onde credores, devedores, mandatários, testemunhas, partes, advogados e muitos outros atores se movem em permanente conflito e pude sentir, dia após dia, a desumanização cada vez maior deste sistema. Pude constatar quão dolorosos e pesados podem tornar-se alguns processos. O custo que têm para as pessoas, para as suas vidas e para as suas famílias. Além do custo financeiro há todo um desgaste emocional  que, muitas vezes, lhes tira o seu bem mais precioso: a saúde! 

 

Acredito que, com outros meios, a Justiça poderá efetivamente garantir um serviço mais célere, mais justo, eficaz e eficiente. Numa situação ideal, aos Tribunais apenas deverão ficar reservadas as situações que realmente carecem da sua superior intervenção ou seja,  quando as partes, ou o próprio conflito, não sejam suscetíveis de mediação. 

 

E o sistema está finalmente a mudar. A entrada em vigor da Lei 29/2013, de 19 de abril, que veio regular a atividade de Mediação de Conflitos trouxe, realmente, uma mudança de paradigma. Com esta Lei, o legislador conferiu a este meio de resolução alternatíva de litígios, a dignidade que lhe compete, regulando o exercício da atividade de Mediador de Conflitos e atribuindo eficácia executiva ao acordo obtido por via de Mediação. O artº 13º desta Lei prevê ainda a possibilidade de suspensão de prazos com o recurso à Mediação, o que é muito importante. Aliás, é de salientar que, apesar de não ser obrigatória a intervenção de advogado na Mediação, este pode acompanhar e aconselhar as partes o que, por vezes, é até desejável.

 

A Mediação de Conflitos é, assim, o meio mais adequado para situações em que,  apesar de haver conflito, há que preservar canais de comunicação ou compromissos que garantam a manutenção de relações futuras, necessárias ou desejáveis. É o caso de filhos em comum, laços familiares, relações de vizinhaça, comerciais, laborais ou cíveis, por exemplo. Por isso, as partes podem recorrer à Mediação acompanhadas dos seus advogados o que, não sendo obrigatório é, em muitos casos, bastante aconselhável.

 

No norte, a Mediação de Conflitos está organizada, e qualquer pessoa, empresa ou instituição pode contactar o Centro de Mediação do Porto, para solicitar serviços de Mediação ou obter informações. 

 

Com a Mediação de Conflitos a funcionar em pleno poderemos ter um sistema de Justiça mais justo, mais equilibrado e, acima de tudo, mais próximo das pessoas.

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Como lidar com a injustiça
27 Outubro 2014

Quem nunca se sentiu injustiçado ao longo da sua vida “que atire a primeira pedra”

 

Quase todos nós, em algum momento das nossas vidas, já sentimos este amargo que é ser injustiçado por alguém ou em alguma situação.

 

Se esse é o teu caso, e se essa experiência te marcou profundamente, então é muito provável que o valor da justiça tenha, para ti, uma relevância muito especial.  Mas não só!

Por vezes, acontece que este valor adquire uma importância  tão grande, que assume o comando dos nossos comportamentos, pensamentos ou atitudes. E nós nem nos apercebemos...

 

Por outro lado, um sentimento de injustiça que invade desta forma a nossa mente, pode começar a condicionar o modo como nos relacionamos.

 

Por isso, SE:

- estás a ter dificuldade em lidar com um chefe que não reconhece o teu mérito,

- ou com um pai ou uma mãe que nunca te dão o valor que tu mereces

- ou se foste apanhado por uma daquelas surpresas desagradáveis que a vida nos reserva e dás contigo a perguntar-te “porquê eu?”

ENTÃO talvez esteja na altura de tomar algumas medidas urgentes.

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Como comunicamos?

30 Setembro 2014

Todos conseguimos falar. Todos conseguimos ouvir.

Mas nem todos conseguimos comunicar…

 

Comunicar é muito mais do que dizer palavras.

Comunicar é passar uma ideia de uma mente para a outra.

A verdade é que a mensagem realmente sai do seu emissor mas… Onde chega? Como chega? Qual o resultado que se obtém dela?

 

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