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A VIDA É BUÉ DE CENAS!...

Qual é a tua escolha?
30 Março 2018

Ao longo da minha prática como coach, tenho encontrado muitas pessoas que carregam um fardo. Um fardo que comparo a uma mochila. 

 

Não é uma daquelas mochilas giras, leves e elegantes. Não! É uma mochila escura, pesada, rígida. É uma mochila que torna a vida mais difícil, mais pesada, mais complicada… É uma mochila que muitas pessoas me dizem que gostariam de largar, de abandonar,  mas  que não conseguem.

E quando, durante uma sessão de coaching, começamos a “investigar” o significado deste fardo com algumas perguntas poderosas para, eventualmente, começar a esta mochila, descobrimos que ela carrega um peso muito pesado. Muito duro. Muito difícil de gerir. E esse peso tem um nome: culpa.

 

Não sei se já te aconteceu...

Culpa por não seres tão perfeito quanto gostarias, culpa por não dedicares o tempo que gostarias às pessoas que amas, culpa pelas escolhas que fizeste, culpa por não teres percebido mais cedo, culpa por não teres tomado "aquela" decisão, culpa por teres adiado, culpa por teres confiado, culpa por teres desconfiado, culpa por não saberes aquilo que sabes hoje… Culpa! Culpa! Culpa!

“Ah! Tudo teria sido tão diferente!” - dizes.

No entanto, sabes que não há nada a fazer em relação a essa culpa. Não tens como mudar o passado e, por isso, carregas esse fardo. E, com ele, muita dor, tristeza, arrependimento e, às vezes, alguma paralisia.

Ainda mais porque, intimamente ligada à culpa, está a ideia de castigo. E tu suportas, suportas, suportas, porque mereces, porque tem que ser assim, porque não podes remediar o passado. E, assim , o teu presente pode ser penoso e o teu futuro...

 

Uma das coisas que a PNL (programação neurolinguística) me ajudou a entender é que as palavras que escolhemos dizer (consciente ou inconscientemente) têm um significado, uma imagem, uma ressonância na nossa mente e, por isso, a palavra culpa, naturalmente, tem os seus efeitos e deixa as suas marcas. E elas não são nada boas. 

Por isso eu já me libertei dessa palavra há muitos anos e substituí-a.

 

Convido-te a fazer algo idêntico.

Imagina que, a partir de hoje, decides eliminar esta palavra do teu léxico e, em seu lugar, colocas uma bem mais catalizadora, mais verdadeira e geradora de aprendizagens e novos comportamentos?

Que palavra poderá ser essa?

 

Eu escolhi responsabilidade.

E tu? Qual escolhes?

Até já!

Manuela Selas

 

 

P.S. A minha mochila é leve, colorida, elegante e muito criativa. Assumo a responsabilidade por todos os meus comportamentos, escolhas e decisões, aprendo com os erros que cometo, foco-me em mudar  ou deixar partir o que já não me interessa e crio bué de possibilidades na minha vida. 

#avidaebuedecenas

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Natal é Ser, é Ter ou é Fazer?
22 Dezembro 2017

Cada vez encontro mais pessoas que não gostam do Natal.

Cada vez escuto mais a expressão “Espero que o Natal passe depressa!”
Cada vez me mais me pergunto “Como pode ser diferente?”

 

O espírito natalício mudou. É verdade…

A tradição já não é o que era. É verdade

Mas talvez possamos pensar de forma diferente…

Sem julgamentos. Sem stress.

O que tem o Natal a ver com o TER, FAZER ou SER?

 

Há pessoas que valorizam muito a dimensão do TER. 

Estas são as pessoas que aproveitam o Natal para fazer muitas compras, para oferecer  muitos presentes e, assim, demonstrar o seu amor, o seu carinho e a sua atenção.

Claro que também valorizam receber um presentinho, por mais insignificante que seja…

E está tudo bem…

 

Há outras pessoas que valorizam mais a dimensão do FAZER.

São pessoas que demonstram o seu amor, o seu carinho e a sua atenção, fazendo algo.

Decoram a casa, embrulham presentes, fazem coisas para oferecer e estão sempre disponíveis para mais uma tarefa. Cozinhar, enfeitar, organizar, arrumar, preparar, sempre disponíveis!

Estas pessoas sentem-se felizes a fazer coisas.

E está tudo bem…

 

Há pessoas mais focadas na sua essência, no seu SER.

Para estas pessoas, o Natal é um estado de alma, algo que tem que fazer sentido para elas, que tem que fazer eco no seu interior. Se o Natal é paz, elas querem sentir-se em paz. Se é uma quadra da família, elas querem apenas poder estar (com a família). Se é sagrado, poderá ser importante cumprir alguns rituais.

Enfim, estas pessoas podem parecer pouco disponíveis mas, na verdade, é porque, para elas, as tarefas e os presentes não são assim tão importantes.

E está tudo bem…

 

E nós podemos julgar, exigir, criticar. E ficamos stressados.

Ou podemos apenas compreender, aceitar e respeitar.

E está tudo bem…

 

#avidaebuedecenas

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Eles falam, falam...
28 Agosto 2017

Ontem, enquanto saboreava um pensativo gelado, ao cair da tarde, na Baixa do Porto, pude assistir a um diálogo, no mínimo, surpreendente!

Diálogo? Ora oiçam…

 

Na mesa ao lado da minha sentou-se um grupo de 3 pessoas (duas senhoras e um cavalheiro)

Pelo que percebi, o casal acabara de chegar de Espanha e, entusiasticamente, partilhava com  a amiga aspetos marcantes da viagem.

 

Falavam, falavam, falavam…

E a amiga ouvia, ouvia, ouvia…

Eles muito entusiasmados e ela muito atenta…

 

A dada altura, eis o que escuto (e que observo pelo canto do olho):

  • - Olha, foi fantástico. Adorámos o restaurante x! Serviam mesmo bem! 
  • - É verdade. Foi muito bom - completava o cavalheiro.

 

E os pormenores íam-se sucedendo até que, a amiga, exclama:

  • - Bem, eu da última vez que estive em Madrid tive uma experiência incrível
  • - Vou mostrar-te as fotos (da comida, entenda-se)  - dizia a primeira
  • - Deixa estar - dizia o cavalheiro - não é preciso…
  • - É sim claro! Espera (e procurava no telemóvel)

A amiga continuava:

  • - Deixamos o carro estacionado numa rua no centro da cidade
  • - Eh pá! Não encontro. Não são estas, nem estas…
  • - Bem, fomos jantar 
  • - Olha estas são do outro restaurante..
  • - E quando chegamos, o carro não estava lá
  • - Ah! Espera! Estão aqui. Olha-me só para este aspeto…
  •  

A entusiasta senhora continuava, excitada, a relatar detalhadamente a cor, o tamanho, a disposição, a qualidade e a quantidade dos ingredientes que compunham a travessa.

Parecia um eco…

 

Eu ouvia com mais atenção o silêncio dos outros dois do que o ruído que a senhora insistia em fazer naquele final de tarde em Sta Catarina…

 

E  dei por mim a pensar…

Mas que raio se passa que cada dia parece haver mais pessoas a ficar surdas? Incapazes de ouvir? E incapazes de se calar?

 

Mas depois pensei melhor…

Não há dúvida que a experiência gastronómica daquela senhora foi muito mais importante do que aquilo que aconteceu com o carro da amiga… Evidente!

Então não é que até havia fotos de tão magnificente repasto!!!!!!

DAAAHHHHH!!!!

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Não gosto da minha voz!
21 Julho 2017

Hoje vou partilhar convosco uma experiência de Coaching Executivo.

 

Durante o último mês tive o privilégio de trabalhar com um Cliente (gestor de uma conceituada empresa nacional) que decidiu fazer coaching para trabalhar a sua voz.

 

Quando chegou até mim, este gestor de topo estava muito preocupado.

Segundo ele, a sua voz tinha um timbre pouco enérgico, pouco convincente e pouco carismático.

Esta era uma caraterística que o impedia, na sua perspetiva, de ser uma pessoa influente, assertiva e de ser reconhecido como um verdadeiro líder.

Por isso decidiu procurar um/a Coach.

 

Na 1ª sessão, comunicou-me qual era o resultado que desejava alcançar: alterar o seu tom de voz. 

 

Como gosto de, nas 1ªs sessões, conhecer melhor os meus Clientes, optei por lhe colocar a seguinte questão:

  • - Então, se bem percebi, gostaria de ter uma voz mais enérgica, mais convincente e mais carismática. 
  • - Sim - respondeu-me - Isso mesmo.
  • - Então diga-me: o que seria diferente na sua vida se tivesse uma voz enérgica, convincente e carismática? O que conseguiria ter, obter ou alcançar com esta mudança?

A resposta foi imediata:

  • - As pessoas levar-me-iam mais a sério.

Então, perguntei:

  • - E o que significa, para si, ser levado a sério?

O meu Cliente explicou-me:

  • - Bem, quando eu me sinto confiante, por exemplo, a minha voz é poderosa. Nessas alturas eu sinto que as pessoas me levam a sério. Sou mais assertivo, estou mais seguro, sinto-me mais à vontade. No entanto, quando estou mais em baixo ou mais inseguro, menos confiante (o que acontece muitas vezes, pois a vida nem sempre é fácil) isso nota-se logo na minha voz. Falo baixo, engulo as palavras, não olho as pessoas nos olhos. Não sei explicar, é uma sensação de fraqueza, de fragilidade. Sinto que as pessoas não me levam a sério, que não me respeitam. Sempre fui assim, mas agora, sinto que estou pior.

 

Eu sabia, pela minha experiência profissional, que o problema não estava no problema (no sintoma) mas sim na sua causa (nas emoções). 

O que o meu Cliente precisava de trabalhar não era tão exatamente o seu tom de voz, mas sim as emoções que o seu tom de voz refletiam. 

Eu sabia que, ao sentir-se seguro, confiante e carismático, a sua voz soaria inevitavelmente segura, confiante e carismática. 

O tom de voz era, apenas, o resultado do seu estado emocional. Era aquilo que em PNL se designa como um “resultado” e não a causa do problema.

 

Assim estabelecemos, em conjunto, um plano de 6 sessões de Coaching.  Durante este período, trabalhámos ferramentas para gerir, de forma rápida e definitiva, os estados emocionais que o limitavam. Transformámos a sua auto-perceção, reformulámos significados, e mudámos completamente a forma como se via a si próprio e como via os outros à sua volta. Desenvolvemos, assim, um conjunto de estratégias para alcançar o resultado desejado.

 

Ao fim de um mês, o meu Cliente era uma pessoa diferente! 

E a sua voz, obviamente, também…

 

As nossas emoções estão na base dos nossos comportamentos e os nossos comportamentos estão na base dos resultados que alcançamos.

Estados emocionais sem recursos geram comportamentos padronizados e resultados indesejados. Estados emocionais poderosos geram comportamentos criativos e resultados eficazes!   

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