x
Este site utiliza cookies. Ao continuar a navegar no nosso website está a consentir a utilização de cookies. Saiba mais

Blog

Não gosto da minha voz!
21 Julho 2017

Hoje vou partilhar convosco uma experiência de Coaching Executivo.

 

Durante o último mês tive o privilégio de trabalhar com um Cliente (gestor de uma conceituada empresa nacional) que decidiu fazer coaching para trabalhar a sua voz.

 

Quando chegou até mim, este gestor de topo estava muito preocupado.

Segundo ele, a sua voz tinha um timbre pouco enérgico, pouco convincente e pouco carismático.

Esta era uma caraterística que o impedia, na sua perspetiva, de ser uma pessoa influente, assertiva e de ser reconhecido como um verdadeiro líder.

Por isso decidiu procurar um/a Coach.

 

Na 1ª sessão, comunicou-me qual era o resultado que desejava alcançar: alterar o seu tom de voz. 

 

Como gosto de, nas 1ªs sessões, conhecer melhor os meus Clientes, optei por lhe colocar a seguinte questão:

  • - Então, se bem percebi, gostaria de ter uma voz mais enérgica, mais convincente e mais carismática. 
  • - Sim - respondeu-me - Isso mesmo.
  • - Então diga-me: o que seria diferente na sua vida se tivesse uma voz enérgica, convincente e carismática? O que conseguiria ter, obter ou alcançar com esta mudança?

A resposta foi imediata:

  • - As pessoas levar-me-iam mais a sério.

Então, perguntei:

  • - E o que significa, para si, ser levado a sério?

O meu Cliente explicou-me:

  • - Bem, quando eu me sinto confiante, por exemplo, a minha voz é poderosa. Nessas alturas eu sinto que as pessoas me levam a sério. Sou mais assertivo, estou mais seguro, sinto-me mais à vontade. No entanto, quando estou mais em baixo ou mais inseguro, menos confiante (o que acontece muitas vezes, pois a vida nem sempre é fácil) isso nota-se logo na minha voz. Falo baixo, engulo as palavras, não olho as pessoas nos olhos. Não sei explicar, é uma sensação de fraqueza, de fragilidade. Sinto que as pessoas não me levam a sério, que não me respeitam. Sempre fui assim, mas agora, sinto que estou pior.

 

Eu sabia, pela minha experiência profissional, que o problema não estava no problema (no sintoma) mas sim na sua causa (nas emoções). 

O que o meu Cliente precisava de trabalhar não era tão exatamente o seu tom de voz, mas sim as emoções que o seu tom de voz refletiam. 

Eu sabia que, ao sentir-se seguro, confiante e carismático, a sua voz soaria inevitavelmente segura, confiante e carismática. 

O tom de voz era, apenas, o resultado do seu estado emocional. Era aquilo que em PNL se designa como um “resultado” e não a causa do problema.

 

Assim estabelecemos, em conjunto, um plano de 6 sessões de Coaching.  Durante este período, trabalhámos ferramentas para gerir, de forma rápida e definitiva, os estados emocionais que o limitavam. Transformámos a sua auto-perceção, reformulámos significados, e mudámos completamente a forma como se via a si próprio e como via os outros à sua volta. Desenvolvemos, assim, um conjunto de estratégias para alcançar o resultado desejado.

 

Ao fim de um mês, o meu Cliente era uma pessoa diferente! 

E a sua voz, obviamente, também…

 

As nossas emoções estão na base dos nossos comportamentos e os nossos comportamentos estão na base dos resultados que alcançamos.

Estados emocionais sem recursos geram comportamentos padronizados e resultados indesejados. Estados emocionais poderosos geram comportamentos criativos e resultados eficazes!   

» continuar a ler
Criem-se novos hábitos
28 Janeiro 2017

Qual é o seu prato preferido? Que caminho costuma fazer no regresso a casa? Quando se veste de manhã, costuma começar pela parte inferior ou pela parte superior?

 

Desde a sequência de comportamentos que temos de manhã quando nos levantamos, até aos sítios onde costumamos ir almoçar, passando pela forma como nos vestimos, pelo modo como nos relacionamos ou pelos locais que frequentamos, todos temos hábitos muito enraizados.

 

Pesquisas muito recentes dizem que 95% dos nossos comportamentos são repetitivos, são habituais...

 

Estes hábitos ou padrões são bastante úteis e desempenham um papel muito importante no nosso sistema. Além de nos permitirem fazer imensas coisas sem ter que pensar nelas, deixam-nos tempo e espaço para novas aprendizagens, para novos comportamentos e para reconhecer situações menos comuns. De perigo, por exemplo!

O problema é quando queremos alterá-los. Umas vezes, nem temos consciência de que se trata de hábitos, de padrões de pensamento, de modelos de comportamento. Outras vezes, temos essa consciência, mas parece-nos muito difícil, para não dizer impossível, mudá-los. “São muitos anos” - dizemos... Mas será mesmo assim?

 

Imagine um pai que está sempre a gritar com o filho, com o propósito de o motivar. Quando for adulto, este jovem pode ter interiorizado uma forma de motivação que funciona pela negativa. E é muito bem capaz de desenvolver um diálogo interno igualmente negativo. O seu estado de motivação tem um preço: sentimentos negativos associados às palavras que o pai utilizava.

Com a PNL ele vai substituir estes sentimentos por um modelo de motivação positiva, construtiva e associada a sensações agradáveis.

 

Imagine um executivo que está com sérias dúvidas em relação a uma decisão que tem que tomar. Sente-se inseguro e confuso em relação às suas próprias capacidades. Questiona-se: ”Será que devo agir deste modo? Qual é a melhor opção? O que devo fazer? Estarei a perder mais uma oportunidade?”

A PNL vai ajudá-lo a substituir esta forma de pensar por um modelo mental mais positivo. Estas perguntas, por exemplo, serão substituídas por outras bem mais úteis e que geram estados mentais potenciadores: "O que preciso de saber para tomar esta decisão?", "Quais são os principais benefícios e como posso quantificá-los?”, entre outras.

 

Imagine uma atleta que, após vários meses de ausência, decide regressar às competições.

Entre outras estratégias, esta atleta vai, com a ajuda da PNL, vivenciar mentalmente os seus momentos de glória, momentos de êxito, de grande desempenho. Ao sentir a concentração e a energia desses momentos, ela vai aplicá-los no novo desafio. Fisicamente, pratica os exercícios próprios da modalidade desportiva. Mentalmente ensaia todos os seus movimentos básicos. E, assim, treina-se mentalmente para alcançar excelentes resultados. E eles, inevitavelmente, aparecem. Muito podem achar que esta atleta tem um talento natural, que já nasceu assim... No entanto, ela sabe bem o trabalho que lhe deu alcançar este “talento”.

 

A verdade é que todos nós, através da PNL, conseguimos alterar hábitos mentais, modelos limitadores, padrões negativos, ciclos viciosos. Nós somos “animais de hábitos” e, como tal, somos o resultado dos nossos próprios hábitos.

 

O homem que motivava o seu filho com um tom de voz negativo achava natural o seu comportamento porque era assim que estava habituado a falar. Nem sequer lhe ocorria fazer de forma diferente.

O executivo reconhecia que a sua estratégia era inútil em variadas situações, mas não sabia como mudá-la.

A jovem atleta sabia que tinha que alterar os seus hábitos e sabia que, para isso, tinha que se imaginar com esse novo hábito. Só assim a sua mente começaria a percorrer, naturalmente, os caminhos físicos e mentais necessários. Treinada nesse sentido, os resultados apareceram naturalmente.

 

A PNL permite mudar pensamentos e substituir comportamentos por outros que se tornarão igualmente habituais e acessíveis. Assim se alcança novos resultados.

 

Quer resultados diferentes? Crie novos hábitos!

» continuar a ler
Coaching 370º
19 Janeiro 2017

Eu dei uma volta de 370º

A rotina nunca me apaixonou.

 

Ao longo dos anos senti várias vezes necessidade de mudar. De aprender mais, de compreender outras perspetivas, de conhecer novas realidades.

Costumo dizer que o mundo não é uma tela a preto e branco. O mundo é bué de cenas!

E temos um tempo limitado para experimentar tudo o que a vida tem para nos oferecer...

 

Por isso, a mudança é algo que não me assusta, bem pelo contrário.

Sempre que, dentro de mim, ouvi uma voz dizendo Está na Hora, não hesitei. Defini uma estratégia e mudei. E percebi que a minha estratégia é infalível. Nunca me deixou ficar mal, antes pelo contrário. Por isso, comecei a aplicá-la também no coaching aos meus clientes. E os resultados foram surpreendentes!

 
Mudanças bem sucedidas não acontecem por acaso. Dão trabalho, exigem muito de nós e requerem uma boa estratégia.

 

Decidi dar um nome à minha estratégia: Coaching 370º

 

É um processo, e funciona em 6 etapas:

- Avaliar o PONTO A: estado ou situação em nos encontramos antes da mudança

- Definir o PONTO B: estado, meta ou resultado que desejamos alcançar

- FORMAÇÃO: investir em formação, muita formação - cursos, especializações, pós-graduações, leituras, teses, estudos e tudo o que possa contribuir para sermos bons no que fazemos

- INSPIRAÇÃO: junto de pessoas, fazendo viagens, desenvolvendo novas perspetivas

- INTEGRAÇÃO: de todas as experiências e aprendizagens que fomos "amealhando" ao longo dos anos: aquilo que nos torna verdadeiramente únicos

- AÇÃO: agir diferente, sair em direção a novos rumos, novas metas, novos sonhos, novas soluções!

 

Encontrei neste processo a fórmula que poermite realizar verdadeiras mudanças.

Mudanças que ocorrem de dentro para forma. Mudanças que decorrem de forma serena, natural e definitiva.  

 

O processo de Coaching 370º  vai de encontro à essência de cada pessoa, respeita os seus valores, a sua ecologia e integra toda sua experiência como fatores de aprendizagem para iniciar qualquer mudança e dar um novo rumo à sua história.

 

Na vida, não adianta andar sempre a dar voltas de 360º.  

A magia só acontece quando arriscamos dar uma volta de 370º!

 

Se sente que este processo o/a pode ajudar também a si, não hesite! Agende agora uma sessão de coaching

 

Até já!

 

 

 

 

 

                                                                                               

» continuar a ler
Comunicação Não Violenta
24 Maio 2016

Comunicar é uma necessidade tão básica e primária, que nos esquecemos de pensar na comunicação como uma ferramenta essencial nas nossas vidas.

 

Seja nas relações profissionais, sociais ou familiares, a forma como comunicamos não só revela muito sobre nós, como nos permite entender o outro e fazermo-nos entender a nós próprios. Manifestar as nossas ideias, partilhar os nossos pensamentos ou expressar as nossas emoções são algumas das necessidades que satisfazemos com este "instrumento".

 

Mas por vezes somos traídos neste processo… 

 

No início dos anos 60, o psicólogo clínico Marshall Rosenberg desenvolveu uma metodologia que designou de Comunicação Não Violenta (CNV).  Segundo ele, a chave para a solução de muitos dos nossos problemas reside exatamente na forma como falamos e como ouvimos os outros.

Rosenberg serviu-se de uma interessante metáfora para ilustrar os dois tipos de linguagem:

  • - linguagem Girafa 
  • - linguagem Chacal
  •  

A GIRAFA

A girafa tem o maior coração do reino animal.

Com um coração assim tão grande, a ideia é a de que as girafas ouvem com o coração. Ouvem sem julgar, sem avaliar, apenas observando; com empatia e com uma presença afectuosa. 

O seu longo pescoço representa a visão, a capacidade de ver claramente, a capacidade de se distanciar dos problemas para poder contribuir para a sua solução.

 

O CHACAL

O chacal representa uma energia mais frenética, mais rápida, mais cortante e até arrasante.

A linguagem chacal assume frequentemente a forma de julgamentos moralistas.

É uma comunicação focada em avaliar o que está certo ou errado, o que é bom ou o que é mau, o que está correto ou o que não está correto, o que está bem ou o que está mal.

Uma comunicação do tipo chacal conduz normalmente a formas de relacionamento mais desgastantes, mais divergentes e mais hostis.

 

Marshall Rosenberg é hoje uma referência fundamental quando falamos de comunicação. A sua metodologia é usada em contextos tão diversos como a educação nas escolas, a gestão e mediação de conflitos, a diplomacia internacional, técnicas de negociação, terapia, coaching, liderança ou gestão de equipas.

 

A comunicação não violenta não é só um modelo de comunicação eficaz e assertiva. É também uma forma de comunicação empática e aglutinadora.

 

É um modelo que nos permite comunicar com foco nos sentimentos: no que sentimos e no que sentem os outros.

Que permite uma comunicação mais objetiva, focada no presente e acompanhada de uma escuta ativa.

 

A Comunicação Não Violenta é uma forma de comunicar sem preocupações de julgar, interpretar ou avaliar.

É uma forma de comunicação mais humana e mais humanizante.

» continuar a ler

Agenda

Agosto, 2017
DomSegTerQuaQuiSexSáb
  12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031